Osteopatia

Do grego osteo, (osso) + pathos, (doença) + -ia

A Osteopatia é uma terapia manual que faz parte da medicina não convencional, que manipula e mobiliza algumas estruturas do corpo – fáscia, articulações, estruturas neurais, ligamentos, músculos, órgãos internos e zona sacro craniana, de modo a reduzir o desconforto e melhorar o movimento articular. Avalia, diagnostica e realiza o tratamento adequado recorrendo a técnicas manuais, designadas de mobilizações e manipulações (não invasivas ou dolorosas) dirigidas aos tecidos corporais que doem ou que causam dor, tendo como objetivo melhorar o estado de saúde e mobilidade do paciente, contribuindo para o bom funcionamento do seu organismo. Como é um tratamento extremamente suave, é seguro ser realizado em todos, desde o recém-nascido ao idoso.

Tem resultados bastante notórios na prevenção, pois consegue evitar que as disfunções se transformem em doenças crónicas e lesões irreversíveis e mesmo quando estas estão presentes, contribui para o seu alívio e redução dos seus efeitos na vida do paciente. É importante ter em conta que o objetivo do tratamento realizado pela Osteopatia não está unicamente na resolução dos sintomas físicos, mas sim na identificação do que está a ocorrer no organismo para originar o aparecimento desses sintomas, seja o problema de origem estrutural, visceral ou até mesmo de origem emocional. O objetivo de tratar a origem do problema permite que o corpo esteja preparado para responder de forma mais eficaz ao tratamento físico de modo a evitar que se recorra ao mesmo com regularidade.

A Osteopatia tem por base quatro princípios fundamentais:

1. Estrutura comanda a função: seja ela óssea, muscular ou um órgão. Se a estrutura estiver comprometida a função também o está.

2. A unidade do corpo: todas as estruturas do nosso corpo estão interligadas e relacionam-se.

3. A lei da artéria: o sangue circula pelo organismo e através dele o organismo é alimentado, oxigenado e limpo de impurezas.

4. A lei da auto cura: o nosso corpo tem a capacidade de se curar.

A Osteopatia intervêm em três principais áreas são elas:

Osteopatia Cranial: Atua sobre o sistema nervoso central e utiliza técnicas manuais mais suaves e indolores (que não causem dor) que permitem restaurar a mobilidade das suturas cranianas (articulações que ligam os ossos do crânio), das fáscias (tecidos conjuntivos que protegem), e potenciar a drenagem/vascularização intracraniana.

As principais situações para se recorrer à osteopatia cranial são:
  • Cefaleias 
  • Tonturas
  • Vertigens
  • Rinite/Sinusite
  • Zumbidos
  • Comprometimento de algum dos nervos cranianos (ex.: nervo facial)
  • Disfunções da articulação temporomandibular (ATM)
  • Disfunções digestivas

Osteopatia Estrutural: dirigida a disfunções nos tecidos: ósseo, muscular, neural, fascial e ligamentar, utiliza técnicas articulares, musculares e fasciais de modo a reorganizar o sistema estrutural do organismo, sendo este um dos pilares que pode estar em disfunção e a originar um desequilíbrio total.

As principais situações para se recorrer à osteopatia estrutural são:
  • Lombociatalgia aguda
  • Bloqueios articulares
  • Hérnias e protusões discais
  • Dorsalgia
  • Nevrite intercostal
  • Cervicalgia
  • Epicondilite
  • Tendinopatia
  • Síndrome Túnel Cárpico

Osteopatia Visceral: A osteopatia visceral avalia e trata a mobilidade dos diversos órgãos, membranas, fáscias e ligamentos através de um toque suave e preciso de forma a melhorar a irrigação sanguínea local e as aferências nervosas e assim gerar melhorias no seu funcionamento e no funcionamento do organismo.

As principais situações para se recorrer à osteopatia visceral são:
  • Dores musculo articulares resistentes a tratamentos convencionais
  • Hérnias de Hiato
  • Obstipação
  • Refluxo gastroesofágico
  • Digestão pesada
  • Flatulência
  • Náuseas
  • Dores menstruais
A Osteopatia de um modo geral é indicada e eficaz no tratamento de queixas tais como:
  • Queixas lombares
  • Hérnia Discal
  • Ciática
  • Dor nas articulações
  • Dor crónica
  • Dor de cabeça
  • Vertigens
  • Artroses e Tendinites
  • Dores reumatológicas e autoimunes
  • Dores que resultam do envelhecimento
  • Dores musculares
  • Dores na gravidez
  • Alterações nas curvaturas
  • Lesões desportivas
  • Entre outras, destacando-se os problemas digestivos (ex: refluxo, obstipação), as dores de cabeça de origem cervical e o cansaço generalizado